Nota de pesar pelo falecimento de Ir. Germán González Hernández, SJ

É com profundo pesar que a Província dos Jesuítas do Brasil comunica o falecimento do Ir. Germán González-Hernández, SJ, hoje (21), às 15h (horário de Brasília), no Hospital Santa Catarina, em São Paulo (SP), aos 88 anos de idade. Ele estava hospitalizado desde ontem à tarde. A notícia foi inesperada para a comunidade jesuíta, devido ao bem-estar apresentado por Ir. Germano (como era chamado), que planejava uma viagem à Espanha para o próximo mês. Por causa de alguns casos de Covid-19, não haverá velório aberto ao público externo. A missa, que terá entradas controladas, será realizada amanhã (22), às 11h (horário de Brasília). 

Ele nasceu na pequena Cipérez, em Salamanca (Espanha), em janeiro de 1934. Ingressou no noviciado em de maio de 1952 e, dez anos depois, chegou ao Brasil como missionário. Ele esteve em obras em Belo Horizonte (MG), Ipatinga (MG) e Brasília (DF), pertencentes à antiga Vice-Província Goiano Mineira, entre 1962 e 1974. Muito hábil em diversos ofícios, trabalhou como sapateiro, roupeiro, enfermeiro, sacristão, hortelão, ferreiro e encanador.

A partir de 1975, dedicou-se a trabalhos administrativos e contábeis, habilidade que desenvolveu a partir dos estudos em Belo Horizonte. Fez serviços contábeis em Itaici (SP), entre 1975 e 1983, e serviços administrativos nas Edições Loyola, entre 1983 a 2004. Nessa obra, onde esteve por 20 anos, chegou a ser vice-diretor.

Após o tempo de Edições Loyola, esteve em Itaici (2005 a 2011) e em Juiz de Fora (MG), no período de 2012 a 2015. Desde 2016, residia na Comunidade de Saúde e Bem-Estar Nossa Senhora da Estrada, em São Paulo (SP), onde, além de cuidar da saúde, rezava pela Igreja e pela Companhia, e também ajudava no jardim.

Sobre ele, temos o belo testemunho abaixo, dado pelo Pe. Miguel Nacarato, SJ, em 2002:

Na sua trajetória de destinações na Companhia de Jesus, chama atenção a passagem de ocupações consideradas mais humildes para outras consideradas mais elevadas e muito variadas. Naturalmente, os seus dotes foram se manifestando aos poucos, juntamente com o seu esforço contínuo de aperfeiçoamento. Parece ter assimilado logo o espírito da formação permanente. No início, chegou a ser auxiliar de sapateiro. Isto faz lembrar a passagem da Escritura que diz: ‘Quão graciosos, sobre os montes, são os pés do mensageiro, do que anuncia a paz, do que proclama boas novas e anuncia a salvação(Is 52,7).

Tem um gosto especial pelas abelhas, como ‘hobby’, e aos sábados costuma ir ao Centro Pastoral Santa Fé, na Via Anhanguera, para tratar delas. Lá, se encontra habitualmente com o Ir. Kimura, como amigos no Senhor. Aproveita a ocasião para retirar água de poço artesiano e trazer para a sua comunidade.

Espírito autêntico, muito leal. Não se vê nele segundas intenções. Lembra o elogio que Jesus deu a Natanael. Disponível para tudo e a qualquer hora. Fiel às práticas religiosas e interessa-se também pela vida espiritual da comunidade.

No trabalho, em Edições Loyola, é muito estimado e admirado pelos funcionários, com os quais mantém um trato muito cordial. Todos o admiram pela bondade, transparência e pela dedicação em servir. Espírito alegre, mas discreto. Bom companheiro, sempre disponível, sempre disposto a servir.”

A Província do Brasil se solidariza com os familiares, jesuítas e amigos do Ir. Germano.