Ir para o conteúdo

home

Instagram Facebook Youtube
  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Colaboração, Fé
    e Espiritualidade
  • Nossa
    Vida-Missão
  • Educação
  • Paróquias, Igrejas,
    Santuários e Capelanias
  • Justiça
    Socioambiental
  • Juventude
    e Vocações
  • Patrimônio
    Histórico e Cultural
  • Preferência
    Apostólica Amazônia
  • Colaboração, Fé
    e Espiritualidade
  • Nossa
    Vida-Missão
  • Educação
  • Paróquias, Igrejas,
    Santuários e Capelanias
  • Justiça
    Socioambiental
  • Juventude
    e Vocações
  • Patrimônio
    Histórico e Cultural
  • Preferência
    Apostólica Amazônia
  • Podcasts
  • Agenda

30 anos depois: a memória revolucionária do sangue dos mártires da UCA

  • Postado em: 15 de novembro de 2019

Memorial aos jesuítas mortos e a Elba Ramos e sua filha, Celina, no campus da UCA  (NCR foto/Chris Herlinger)

Amanhã, 16 de novembro, fazemos memória do 30º aniversário do martírio dos jesuítas Ignacio Ellacuría, Ignacio Martín Baró, Segundo Montes, Amando López, Juan Ramón Moreno e Joaquín López, como também de Elba Ramos e sua filha, Celina, que trabalhavam na residência dos religiosos na Universidade Centro-Americana (UCA), em El Salvador, onde foram brutalmente assassinados. Muito já se escreveu sobre este acontecimento, que chocou a tantos, chamou a atenção para o papel da universidade no debate público, levantou uma série de protestos e inúmeras iniciativas de solidariedade e inspirou o compromisso profético na América Latina e em outras regiões. O que dizer ainda sobre este tema 30 anos depois? O que celebrar e por que celebrar?

Numa cultura da imagem, em que o que mais se prima são o momento presente, o gozo e o consumo, recordar a violência à qual foram submetidos os jesuítas da UCA e suas colaboradoras parece um contrassenso ou algo ultrapassado. Aquilo no qual eles acreditavam e pelo qual apostaram a vida, a saber, uma sociedade justa, na qual os pobres tivessem vida digna e fossem respeitados, parece não mais ter sentido. A utopia do Reino tampouco parece mobilizar o imaginário e o engajamento dos que lutam por sobreviver ou por ser incluídos num mundo em que o mercado dita suas regras. Por que sacrificar-se ou correr riscos se os poderosos sempre vencem e o mundo sempre foi assim?

Coincidentemente, o martírio da UCA aconteceu no mesmo ano da queda do muro de Berlim, que selou, segundo muitos, o fim da imaginação utópica e sua inspiração para o agir social e político de movimentos que lutavam por mais justiça e solidariedade. O mundo que emergiu desde então, globalizado, plural, fragmentado, centrado no presente, ignorando o passado e não se interessando pelo futuro, não se tornou, porém, melhor. Ao contrário, viu se acirrarem conflitos de todo tipo, fazendo crescer as ameaças à casa comum, produzindo homens e mulheres vulneráveis que, mesmo sem saber, continuam buscando dar sentido às suas existências, por meio de pequenos gestos que fazem irromper o novo.

Da adolescente Greta Thunberg ao professor Peter Tabichi, passando pelas inúmeras pessoas que, como as salvadorenhas Elba e Celina, em 1989, gastam suas vidas nas tarefas mais cotidianas, muitas delas se confundindo com a luta pela sobrevivência, é preciso acreditar que o novo pode surgir, que aqueles que caem por amor ao advento de uma sociedade mais justa e solidária merecem, sim, ser recordados, celebrados. Ai daqueles que esquecem seus mártires! O dever da memória, de uma “memória perigosa”, como a dos mártires da UCA, impõe-se, portanto, mesmo nesses tempos “líquidos”, aparentemente sem utopia e sem a “febre” da construção de “um outro mundo possível”.

Chama a atenção no martírio da UCA a preocupação dos assassinos em destruir os cérebros dos jesuítas. Esse ato chocante é muito simbólico. Ele mostra o quanto fazer pensar incomoda os donos do poder, qualquer que seja sua ideologia. Neste tempo de incertezas pelo qual passa a América Latina e, em particular, nosso País, recordar Ellacuría, seus companheiros e suas colaboradoras, é um ato importante, sobretudo para nós enquanto instituição acadêmica. Ele nos leva à pergunta: nosso pensar contribui na formação de homens e mulheres que fazem a diferença, que incomodam os donos do poder, que colocam toda sua energia e inteligência a serviço da justiça e da solidariedade?

Que o martírio da UCA, como o de tantos discípulos e tantas discípulas de Jesus ao longo da história, possa ser sementeira de homens e mulheres comprometidos com a construção de um mundo novo, que sua memória revolucionária nos estimule à entrega de nossa vida em tantas formas de serviço àquilo pelo qual Jesus apostou sua vida: o advento do Reino.

 

* Padre Geraldo Luiz De Mori, reitor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), é bacharel em Filosofia (1986) e Teologia (1992) pelo Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus – CES – (Belo Horizonte/MG), atual FAJE; licenciado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1990); mestre (1996) e doutor (2002) em Teologia pelo Centre Sèvres – Facultés Jésuites de Paris (França); e pós-doutorado pelo Institut Catholique de Paris. Publicou, em 2006, pelas Éd. du Cerf: Le temps, énigme des hommes, mystère de Dieu. É também um dos organizadores das obras: Teologia e Ciências da Religião. A caminho da maioridade acadêmica no Brasil (Paulinas, 2011); Religião e Educação para a Cidadania (Paulinas, 2011); Mobilidade Religiosa. Linguagens, juventude, política (Paulinas, 2012); Aragem do Sagrado. Deus na literatura brasileira contemporânea (Loyola, 2012).

Compartilhe

AnteriorAnteriorPapa abre o Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica
PróximoEm vídeo, Papa Francisco recomenda rezar pela reconciliação no Oriente MédioPróximo

Últimas notícias

Procissão das Velas emociona devotos no Santuário Nossa Senhora de Fátima

Encontro da Cpal articula caminhos para juventudes, vocações e formação

Fé e Alegria, em Cariacica (ES), recebe visita do coordenador do Núcleo Apostólico Anchieta e Iconha

Comentários

  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Política de Privacidade

Siga nossas redes sociais

Instagram Facebook Youtube

Jesuítas do Brasil © 2026 | Todos os direitos reservados