O Grupo de Trabalho constituído pela Rede Jesuíta de Justiça Socioambiental (RJSA) realizou seu primeiro encontro presencial nos dias 07 e 08 de maio, no Centro Cultural de Brasília (CCB). O evento integra a programação dos trabalhos do GT Centros Sociais, que teve início em março deste ano, para aprofundar uma questão que vem amadurecendo dentro da Rede: o que significa, hoje, ser um Centro Social da Companhia de Jesus no Brasil? Para responder a isso com honestidade e profundidade, membros do GT se reuniram em Brasília para um processo coletivo de reflexão, escuta e discernimento.
A constituição do grupo parte de um diagnóstico claro. Conforme o documento que formaliza o GT, assinado por Pe. Jean Fábio Santana, SJ, secretário para a Justiça Socioambiental, Tatiane Almeida Silva de Sant’Ana, coordenadora de ação social, e Pe. Jerfferson Amorim de Souza, SJ, assessor de relações institucionais da RJSA, “o processo de acompanhamento técnico e apostólico em curso no âmbito da RJSA tem evidenciado a necessidade de aprofundar a reflexão e o discernimento sobre a identidade apostólica, a cultura organizacional e a missão dos Centros Sociais da Companhia de Jesus no Brasil.”
O mesmo documento aponta que a realidade observada nas obras “requer mais do que ajustes pontuais, exige um movimento intencional e coletivo de discernimento e conversão institucional.” Para Pe. Jean Fábio Santana, SJ, os Centros Sociais precisam ser compreendidos não como parceiros operacionais da Companhia, mas como “expressões vivas de sua missão apostólica no Brasil.”
O GT funcionará até junho de 2026. A metodologia adotada ancora-se na tradição dos Exercícios Espirituais, com espaços reservados para a conversação espiritual e o discernimento comunitário. Ao final do processo, o grupo deverá entregar um relatório de leitura da realidade brasileira, um diagnóstico sobre a situação e a missão dos Centros Sociais e recomendações para o fortalecimento da identidade apostólica das obras.
Entre as perguntas que orientam o trabalho estão: para onde o Espírito conduz a RJSA quanto ao serviço que deve prestar como corpo apostólico na promoção da justiça socioambiental no Brasil? Que missão os Centros Sociais realizam hoje que precisa ser potencializada? Que formas de colaboração ainda não foram assumidas?
Os resultados deverão subsidiar a construção de um documento-base sobre missão, identidade e cultura organizacional dos Centros Sociais, a ser validado ainda no primeiro semestre de 2026.
Integram o GT: Pe. Alexandre Raimundo, SJ (Fundação Fé e Alegria), Pe. Aloir Pacini, SJ (Missão Indigenista), Flávia Reis (Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, SJMR), Jonas Jorge e Luiz Felipe Lacerda (Observatório Luciano Mendes de Almeida, Olma), Pe. Paulo Veríssimo, SJ (Centro Cultural de Brasília, CCB), Nélia Nascimento (Centro de Estudos e Ação Social, Ceas) e Suelen Gomes (Centro Alternativo de Cultura, CAC). O assessoramento é feito por Leon Souza e Pe. Clóvis Cabral, SJ.
Galeria de Fotos:







