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Compromisso com o diálogo inter-religioso

  • Postado em: 23 de setembro de 2014

 

A família do padre Paolo Dall'Oglio, que está desaparecido na Síria desde julho de 2013, divulgou uma carta, que o jesuíta escreveu em 1983, após sua ordenação diaconal. Na época, a mensagem era destinada apenas a seus parentes. Para o 30º aniversário da sua ordenação sacerdotal, ocorrido no dia 31 de agosto de 2014, seus familiares quiseram publicar a carta no qual o jesuíta, fala sobre sua vocação e o desejo de consagrar-se ao diálogo e à paz.

Paolo Dall'Oglio, que mais tarde fundaria o mosteiro sírio de Mar Musa, falou sobre as razões por trás do seu compromisso com o diálogo islâmico-cristão, uma tarefa incumbida a toda a Igreja. “Eu procurarei contribuir para o diálogo entre cristãos e muçulmanos com a clara consciência de que não se pode fazer eficazmente este trabalho se ele continuar a ser um monopólio do clero e não se tornar para muitos cristãos uma maneira de viver o seu batismo”. Assim se expressava o padre Paolo Dall'Oglio, em uma carta densa dirigida à sua família em 30 de outubro de 1983, pouco depois da sua ordenação diaconal.

O futuro padre indica, em primeiro lugar, os principais aspectos do que poderia ser a sua missão na Companhia de Jesus. “Esta missão, escreve ele, consiste em três palavras, a de ser padre em uma Igreja em diálogo. Em diálogo: isto é, na abertura a Deus e ao mundo.”

Ordenado diácono na Igreja siríaca, o jovem religioso percebe o fato de ter nascido na Igreja Romana como uma graça especial: “E se não cairmos no romanocentrismo, entende-se que é um serviço universal que só é possível na abertura à pluralidade e na acolhida da diversidade.”

Quanto ao seu envolvimento na Igreja siríaca de Antioquia, o futuro padre Dall'Oglio o justifica “como um ato de respeito e de reconhecimento em relação a uma Igreja que permaneceu fiel, apesar de um mar de dificuldades, ao Evangelho recebido dos Apóstolos e que deu à Igreja universal uma multidão de santos, mártires, doutores…”.

“Esta é uma Igreja orgulhosa do seu patrimônio, prossegue ele, e que, se ela gosta de rezar em siríaco, a língua falada por Jesus e pelos judeus de seu tempo na Palestina, não se recusa a falar o árabe, a língua dos filhos de Ismael, dos muçulmanos, com quem o Senhor a colocou em contato há tantos séculos para que, na fidelidade e no sofrimento, venha o dia em que todos os filhos de Abraão reconhecerão no único Caminho, a Misericórdia do Pai.”

Quanto ao diálogo cristão-muçulmano ao qual ele pretende se consagrar, o jovem religioso se interroga, em primeiro lugar: “Se nós não vivemos o âmbito do diálogo internamente, como vamos pregá-lo para fora? Se as Igrejas poderosas e majoritárias continuam a ser o nosso modelo de desenvolvimento, como pedir aos cristãos privados de poder ou minoritários para não ceder à tentação de se fechar sobre si mesmos ou de emigrar, como está acontecendo no Oriente Médio?”.

“Nesta perspectiva, prossegue, o Islã é uma prova, um desafio, um apelo indireto à conversão para conhecer e imitar Jesus, para os cristãos do Oriente Médio e para toda a Igreja.”

Assim, para o jovem jesuíta, toda a Igreja, incluindo Roma, é chamada a viver um “processo de abertura às grandes realidades não-cristãs que nos rodeiam e veiculam seus valores, ou, pelo menos, exigências autênticas(…). Nós, então, poderemos, sem medo, entrar em todas as realidades e em contato com elas, e nos será ensinado o que devemos dizer; a fé se reveste, se encarna, se expressa na realidade encontrada e eu mesmo, na presença do irmão que encontro, faço a nova experiência da multiforme sabedoria de Deus”. “Este processo, continua o jovem diácono, é o da encarnação e se aplica à vida concreta de cada um: família, trabalho, cultura, ideologia… É claro que não sou eu que me encarno, mas a verdade que, através do diálogo, acontece entre nós.”

“Trata-se bem mais frequentemente de um problema de método do que de etiqueta, diz o futuro fundador do mosteiro siríaco de Mar Musa, na Síria. Com um amigo muçulmano, costumamos dizer que existem apenas dois partidos: o do extremismo fanático (onde eu sou o critério para julgar os outros) e o partido de Deus (ao contrário do primeiro, convida a buscar e encontrar a beleza de seu rosto em todas as coisas). Parece-me que há um bom critério de julgamento e de autocrítica para o mundo e a Igreja de hoje.”

“O diálogo é também para mim um compromisso político, pois leva à paz e à justiça”, escreve Dall'Oglio. Baseado em gestos concretos e não sobre tagarelices, esse diálogo envolve todos os níveis da existência, da religião até a economia. “Há trabalho para todos!”, conclui.

Fonte: www.ihu.unisinos.br/noticias/534961

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