
Uma roda de conversa realizada no dia 18 de março, em Porto Alegre (RS), reuniu participantes do projeto Refugiadas Empreendedoras, iniciativa do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), em um encontro marcado pela troca de experiências e fortalecimento de redes entre mulheres migrantes e refugiadas.
A atividade colocou frente a frente alunas da edição de 2025 e integrantes da primeira turma deste ano, incluindo mulheres haitianas que iniciam agora o percurso formativo. Durante o encontro, quem já participou do projeto apresentou negócios, compartilhou desafios e relatou avanços conquistados a partir da formação, em um movimento que buscou inspirar as novas participantes.
Voltado à promoção da autonomia e da geração de renda, o Refugiadas Empreendedoras oferece capacitação para mulheres interessadas em abrir ou estruturar atividades próprias. Ao longo do processo, são abordados temas como gestão, vendas, precificação e planejamento, com foco na construção de estratégias viáveis de inserção econômica.
A iniciativa é promovida pelo SJMR, em parceria do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), e com a Agência Territorialize. Além da formação técnica, o projeto aposta no acolhimento e na troca entre participantes como ferramentas centrais para a integração social.
O encontro contou ainda com a presença de representantes do Acnur regional do Panamá e do Nacional, que acompanharam as atividades e dialogaram com as participantes sobre os impactos da iniciativa no fortalecimento de trajetórias empreendedoras.
Isadora Konzen, ponto focal da área de meios de vida do SJMR São Leopoldo, ressalta o papel do empreendedorismo como ferramenta de integração e geração de renda para mulheres migrantes e refugiadas atendidas pela instituição. Segundo ela, a iniciativa contribui para a construção de autonomia e para o fortalecimento de trajetórias no país de acolhida.
“O empreendedorismo é uma estratégia poderosa para promover autonomia financeira e inclusão socioeconômica de mulheres migrantes e refugiadas, permitindo que reconstruam suas vidas com dignidade e independência. Além de gerar renda, fortalece o protagonismo, valoriza saberes culturais e contribui para soluções duradouras de integração nos territórios de acolhida”, afirma.



