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Rede Jesuíta de Educação Básica (RJE) lança documento sobre inovação pedagógica

Como parte das comemorações pelos dez anos da Rede Jesuíta de Educação Básica (RJE) está o lançamento do documento Inovação pedagógica: contexto e proposta da Rede Jesuíta de Educação Básica, elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) Inovação Pedagógica da Rede. O e-book, destinado a todos os educadores, docentes e não docentes da RJE, tem como objetivo apresentar uma conceituação de inovação na perspectiva da educação de e para os tempos atuais e futuros. 

A ideia é que o material motive e inspire discussões sobre o tema em cenários mais amplos, ajudando as 17 unidades educativas em seus processos de inovação pedagógica. O documento foi apresentado no começo de abril, durante o 12º Fórum das Equipes Diretivas e está sendo oficialmente lançado no mês de maio. Além disso, ele será o subsídio para as discussões durante o II Congresso da RJE e VII Congresso Inaciano de Educação, que será realizado entre os dias 06 e 09 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ).

Criado em 2022, o GT é formado por diretores acadêmicos e coordenadores de todos os segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). O primeiro objetivo do Grupo foi compreender o conceito de inovação pedagógica na perspectiva inaciana. Assim, as lideranças elaboraram um documento com pesquisa documental, leitura de textos diversos, documentos educativos da Companhia de Jesus e de reflexões do grupo. “Nós nos organizamos em três subgrupos: o GT1, composto de diretores acadêmicos; o GT2, com coordenadores de Educação infantil e Ensino Fundamental; e o GT3, com coordenadores de Ensino Médio. Por que isso? Porque nós queríamos ouvir todos os segmentos das escolas da Rede Jesuíta de Educação. Quando nós fizemos a primeira escuta sobre o que é inovação, vieram várias respostas. Umas voltadas mais para a área de tecnologia, outras voltadas mais para a área de aprendizagem, ou seja, vieram muitos conceitos”, relembrou a assessora pedagógica da RJE, Ana Maria Loureiro, coordenadora do GT. 

A partir daí, viu-se a relevância do assunto e a necessidade de aprofundar a sua aplicabilidade nas unidades educativas da Rede. Os encontros do GT aconteceram de forma on-line e presencial ao longo de 2023, para leituras, discussões, escrita e refinamento do texto. O GT foi acompanhado pelo Pe. Luiz Fernando Klein, SJ, assessor pedagógico da RJE. “Além da representatividade, a gente também garantiu uma visão mais ampla vinda das unidades da Rede Jesuíta de Educação Básica. A maior relevância desse documento é apresentar para a RJE um conceito que vem dela própria e das suas unidades. E isso está muito coerente com o tema, porque é inovador em si. Hoje, nós temos um documento que norteia os nossos trabalhos quando a gente fala de inovação pedagógica”, complementa o diretor acadêmico do Colégio Anchieta, de Nova Friburgo (RJ), Alexandre Marins.

Para Caroline Lourenço de Almeida Ribeiro, coordenadora do Ensino Médio da ETE FMC, de Santa Rita do Sapucaí (MG), participar do GT foi uma oportunidade de aprendizagem e troca de experiências. Ela explica que o GT refletiu sobre o que é inovação na perspectiva inaciana, no que se justifica esse estudo, em quem são os sujeitos implicados, nas questões do conhecimento/aprendizagem, em metodologias e quais são os horizontes, mas sem esgotar as temáticas. “A Rede Jesuíta de Educação apresenta contextos diferenciados entre si, o que enriquece as discussões e exige cuidado para que todas as realidades sejam contempladas. As discussões se deram no campo do que é comum e do que se deseja para uma unidade da RJE, hoje e para o futuro.  Essa oportunidade me deixou cheia de esperança e motivada a contribuir ainda mais na unidade que atuo na busca por essa constante inovação e excelência, pedagógica e humana para a formação integral de cidadãos globais que possam contribuir para um mundo melhor onde estiverem inseridos”, afirmou.

A experiência no GT não só ampliou as reflexões, mas inspirou as lideranças a serem agentes de mudança nas unidades, de acordo com Amanda Santos, coordenadora da Unidade I – Maternal III ao 2º ano do Ensino Fundamental do Colégio dos Jesuítas, de Juiz de Fora (MG). “O documento nos instiga, a partir de sua leitura provocativa, a compreender que ‘a necessidade da inovação está diretamente ligada ao compromisso com uma educação atualizada, atenta aos desafios da contemporaneidade’. E isso evidencia que a tradição da educação inaciana sempre se mostrou inovadora ao longo dos tempos, ou seja, busca repensar o que se faz em nossas instituições educativas, a partir da contemplação da realidade do mundo e de suas demandas atuais, sem desconsiderar nossa missão de formar o sujeito integralmente”, avaliou.

Ana Loureiro destaca como grande ganho do documento o conceito de credo pedagógico, ou seja, a questão identitária do que é inovação pedagógica para as unidades da Rede. “Chegarmos a esta conclusão a partir de algumas categorias que nós elencamos, do que é inovação pedagógica, em que se constitui inovação pedagógica, qual o objetivo de se inovar nessa perspectiva, que na verdade é cumprir a missão da educação da Companhia, é falar um pouco desses atores, o aluno, o professor, e desenhar uma possibilidade de um projeto de inovação para as unidades. Mas, mais importante do que isso, foi dialogar com os documentos da Companhia e contemplar não somente a inovação, mas também a tradição, e descobrir o que significa tradição para a Companhia de Jesus. Os nossos colégios são chamados de tradicionais, e são nessa perspectiva, porque tradição educativa é viva, é potência, significa mudança, inovação, não é algo parado no passado, é quase esquecido, não, muito pelo contrário, a tradição na perspectiva da educação da Companhia de Jesus, ela é inovadora”, enfatizou.

Discussões na plataforma Educate Magis

Antes de ser divulgado entre as lideranças, o documento passou por leitores críticos, que deram as suas contribuições. Ao final de cada capítulo, há questões que provocam as unidades educativas a refletirem localmente. “O objetivo agora é que, internamente, dentro das unidades, a partir da sua cultura, a partir da sua realidade local, os educadores possam construir os seus projetos de inovação, tendo o texto como grande inspiração”, explicou Ana.

“A nossa expectativa é que todas as lideranças das 17 unidades trabalhem esse documento com os professores e com os demais colaboradores para que a gente sintonize o entendimento em torno daquilo que é a inovação pedagógica para a Rede Jesuíta de Educação Básica e também para que a gente possa avançar em projetos que nos levem para um bom futuro”, completou Marins.

Uma novidade é a criação de um espaço específico na plataforma Educate Magis para os educadores postarem o resultado das suas reflexões e conversas locais. Todo o material coletado neste processo será subsídio para uma futura edição do Projeto Educativo Comum (PEC) da RJE. O conteúdo deve ser publicado até o dia 31 de julho: https://www.educatemagis.org/congreso-rje-2024/ 

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