Em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) realizou um ato público para denunciar o feminicídio e a violência de gênero, marcado pela instalação simbólica de um banco vermelho em memória de Izaelma Cavalcante Tavares, ex-aluna do curso de Direito assassinada pelo ex-companheiro.
O ato reuniu docentes, estudantes, funcionárias e funcionários, e foi articulado pelo Núcleo Unicap de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas, em parceria com o Instituto Humanitas Unicap, no âmbito da Campanha Internacional do Banco Vermelho, movimento global de combate à violência contra a mulher e ao feminicídio. A instalação em locais públicos busca promover reflexão, conscientização e ação, lembrando as vidas perdidas e encorajando denúncias. O reitor da Unicap, Pe. Pedro Rubens, SJ, afirmou que o banco vermelho “não é para sentar e se acomodar, mas para pensar”, defendendo a necessidade de atos coletivos que fortaleçam a esperança e enfrentem o machismo banalizado.
O coordenador do Instituto Humanitas Unicap, Pe. Lúcio Flávio Ribeiro Cirne, SJ, lembrou que a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece como uma “bússola ética” diante das contradições do presente. Para o professor Manoel Moraes, da Cátedra Unesco Unicap Dom Hélder Câmara de Direitos Humanos, o desafio segue sendo transformar os direitos humanos 77 anos após sua proclamação em prática cotidiana no ensino, na pesquisa e na vida universitária. Já a professora Catarina Oliveira partilhou a experiência vinculada à história de Izaelma e ressaltou que o papel da Universidade vai além da formação técnica: “É a formação de pessoas melhores”, afirmando ainda que “não existe liberdade sem fraternidade, não existe igualdade sem fraternidade”.




