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2º Encontro Nacional da RJSA define prioridades para 2027 

  • Postado em: 18 de agosto de 2026

Realizado de 10 a 14 de agosto no Centro Cultural de Brasília (CCB), ao longo de cinco dias, o 2º Encontro Nacional da Rede Jesuíta de Justiça Socioambiental (RJSA) teve sua abertura dedicada à memória e à trajetória da Rede, com a participação do provincial dos jesuítas do Brasil, Pe. Francys Silvestrini Adão, SJ, na segunda-feira (10), e seguiu, de 11 a 14, voltado ao discernimento das obras e frentes apostólicas sobre o presente e o futuro da missão comum. 

Cada manhã começou com uma mística dedicada a uma das Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus, ancorando os trabalhos na espiritualidade que os anima. 

As obras diante de si mesmas 

A terça-feira (11) começou com a mística da manhã, conduzida pelo Pe. Fernando López, SJ, que destacou como a vida se faz rica na diversidade, na unidade e na relação. É assim, lembrou, que habitamos a Casa Comum na perspectiva da Ecologia Integral e construímos rede. 

Na sequência, a atividade Mosaico de ações e iniciativas reuniu num mesmo panorama o que cada obra realiza e articula, alinhando esse trabalho às quatro Preferências Apostólicas Universais e ao Planejamento Estratégico da Rede. Ver as ações lado a lado tornou visível tanto a pluralidade das obras quanto os fios que ligam todas a uma mesma missão. 

À tarde, uma análise de conjuntura colocou a missão da RJSA diante do momento que o país atravessa. Com mediação do Pe. Jerfferson Amorim de Souza, SJ, a conversa reuniu Luis Ventura, doutor em Ciências Políticas e secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), e Eduardo Brasileiro, sociólogo e diretor de Parcerias com a Sociedade Civil da Secretaria-Geral da Presidência. Os dois convidados trataram das mesmas urgências: a defesa do Estado Democrático de Direito e a revitalização das instituições, com espaço real para mulheres, pessoas negras, povos indígenas, migrantes e juventudes, e o enfrentamento de uma crise climática já concreta, diante do desmonte de políticas ambientais e dos ataques aos processos multilaterais. Enfatizaram ainda a urgência de fomentar a organização social e política nos territórios, fortalecendo uma cultura democrática que vá além das estruturas do Estado. 

Sentir antes de pensar 

A quarta-feira (12) começou com O Peregrino, performance teatral do Pe. Alexandre Raimundo de Souza, SJ, diretor-presidente de Fé e Alegria. Em cena, ele deu corpo à segunda Preferência Apostólica Universal, o caminho ao lado dos pobres, e fez da mística da manhã uma experiência sentida antes de pensada. 

Na sequência dos trabalhos, a coordenação da Rede apresentou o Fundo para o Apostolado Socioambiental. O dia se voltou ainda para uma pergunta que acompanha toda obra: como medir o impacto do que se faz. As atividades sobre mecanismos de mensuração em projetos socioambientais, com as contribuições de José Bento, on-line, e de Leon Souza, trouxeram caminhos e boas práticas para dar visibilidade concreta à transformação que as obras promovem. 

A comunicação como parte da missão 

Ao longo desses dias, a comunicação da Rede teve seu próprio espaço. Os comunicadores das obras se reuniram pela primeira vez de forma presencial, no que passa a ser uma série de encontros mensais ao longo do próximo semestre, dedicados a construir, em conjunto, os guias, manuais e políticas de comunicação da Rede, com orientações comuns e atentas ao jeito de cada obra. 

O trabalho foi apresentado às diretoras e aos diretores em plenária, reafirmando que a comunicação da RJSA existe para que cada obra se reconheça parte de um mesmo corpo, sem abrir mão do próprio nome, da própria história e da própria autonomia. 

Incidência em rede e as prioridades para 2027 

A quinta-feira (13) começou com a mística conduzida pela diretora nacional do SJMR, Flávia Reis, e sua equipe, que trouxe ao centro a memória dos jovens e o compromisso da Rede em acompanhar as juventudes na construção de um futuro de esperança. 

O dia se dedicou à incidência em rede. O secretário executivo do Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (Olma), Luiz Felipe, e Catarina Santana, coordenadora executiva regional de Fé e Alegria, partilharam o mapeamento da incidência das obras e conduziram a definição das prioridades para 2027, buscando identificar onde a Rede, atuando junta, pode ir além do que cada obra alcança sozinha. 

Deliberações e o horizonte comum 

Na sexta-feira (14), a mística da manhã ficou a cargo de Nélia Nascimento, secretária executiva do Centro de Estudos e Ação Social (Ceas). Em seguida veio o momento das deliberações: com Tatiane Sant’Ana e o Pe. Jerfferson Amorim de Souza, SJ, o grupo revisou o caminho percorrido e firmou os combinados que traduzem o Planejamento Estratégico em prioridades concretas. 

Por ser um planejamento de longo prazo, que abrange o período de 2023 a 2027, boa parte das ações se realiza por etapas. Ao longo do encontro, esse planejamento foi revisado e atualizado com base no que já foi feito, no que se realizou de maneira diferente e no que ainda está por fazer. A coordenação da Rede tem a clareza de que não é possível realizar tudo de uma só vez e, por isso, celebra cada passo já dado, com a convicção de que as prioridades definidas neste 2º Encontro Nacional serão executadas com êxito nos próximos meses. 

O encontro se encerrou, mas o trabalho segue em cada território onde a articulação se movimenta. Afinal, a Rede é maior porque é feita das obras e frentes apostólicas que a integram. 

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