Ir para o conteúdo

home

Instagram Facebook Youtube
  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Colaboração, Fé
    e Espiritualidade
  • Nossa
    Vida-Missão
  • Educação
  • Paróquias, Igrejas,
    Santuários e Capelanias
  • Justiça
    Socioambiental
  • Juventude
    e Vocações
  • Patrimônio
    Histórico e Cultural
  • Preferência
    Apostólica Amazônia
  • Colaboração, Fé
    e Espiritualidade
  • Nossa
    Vida-Missão
  • Educação
  • Paróquias, Igrejas,
    Santuários e Capelanias
  • Justiça
    Socioambiental
  • Juventude
    e Vocações
  • Patrimônio
    Histórico e Cultural
  • Preferência
    Apostólica Amazônia
  • Podcasts
  • Agenda

Quando a terra treme, também treme a nossa solidariedade.

  • Postado em: 14 de setembro de 2026

Após o terremoto que atingiu a Colômbia em agosto de 2026, uma ampla mobilização de solidariedade foi articulada pelo corpo apostólico da Companhia de Jesus no país. No artigo abaixo, José Peña, jornalista do Escritório Provincial de Comunicação da Rede Juvenil Inaciana (RJI) e Missão Vocacional, compartilha sua experiência na campanha Unidos pela Colômbia. Uma Colômbia, Muitas Mãos e reflete sobre os caminhos percorridos entre a resposta imediata à emergência, a mobilização de pessoas e organizações e o acompanhamento das comunidades afetadas. A partir de uma perspectiva inaciana, o texto também propõe uma reflexão sobre o papel da comunicação e sobre como diferentes gestos, quando colocados em rede, podem se transformar em solidariedade concreta e esperança. 

Em 10 de agosto de 2026, às 7h34, a Colômbia sentiu mais uma vez como, em questão de segundos, o que parecia firme podia tremer. Um terremoto de magnitude 7,4, com epicentro em San José del Palmar, Chocó, e a uma profundidade de 103 quilômetros, abalou grande parte do país e se tornou o terremoto mais forte registrado na Colômbia no século XXI. A informação foi confirmada pelo Serviço Geológico da Colômbia, que também indicou que o evento foi seguido por tremores secundários e continuaria sendo monitorado pela Rede Sismológica Nacional. A Colômbia conhece bem as cicatrizes deixadas por essas emergências. Em 31 de março de 1983, um terremoto atingiu Popayán, deixando centenas de mortos, milhares de feridos e uma cidade que precisou ser reconstruída. Dezesseis anos depois, em 25 de janeiro de 1999, o terremoto da Região Cafeeira testou novamente a capacidade de resposta do país. Em outras partes do mundo, como no Haiti em 2010, no Chile no mesmo ano, no México em 2017 e na Turquia e na Síria em 2023, também aprendemos uma lição que se mantém relevante: a emergência não termina quando o chão para de tremer. Após as primeiras horas, inicia-se um processo mais longo de reconstrução, recuperação e apoio. 

Foi isso que começamos a entender na Colômbia após o dia 10 de agosto. Para muitas famílias, o terremoto abriu mais uma etapa de emergência: encontrar um lugar para morar, reconstruir uma casa, obter alimentos, remédios e produtos de higiene, voltar para a escola ou

trabalho e, gradualmente, recuperar a paz de espírito. Portanto, responder não poderia significar simplesmente fornecer ajuda. Significava também nos perguntarmos como permanecer próximos das comunidades e como apoiar os processos que se seguiriam.

Nesse contexto, nasceu a Unidos pela Colômbia. Uma Colômbia, Muitas Mãos. A campanha começou no próprio dia 10 de agosto e, desde o início, buscou ser mais do que apenas uma campanha de doações. Seu propósito era apoiar uma emergência: primeiro, estar presente, oferecer apoio e transmitir esperança; depois, mobilizar a solidariedade; em seguida, construir redes e conectar o corpo apostólico; destacar os esforços que emergem dos vários ministérios; e, finalmente, manter a solidariedade viva enquanto as necessidades continuam. A narrativa surgiu de uma ideia simples, profundamente enraizada em nossa compreensão de nós mesmos como país: em tempos difíceis, os colombianos se unem para estender a mão. Assim, a doação deixou de ser meramente uma transação econômica e passou a ser entendida como uma forma concreta de apoio mútuo. Uma Colômbia, Muitas Mãos tornou-se uma das expressões que capturou esse espírito.

Para nós, que fazemos parte do corpo apostólico da Companhia de Jesus, essa resposta também tem uma dimensão espiritual. A espiritualidade inaciana nos convida a olhar para a realidade, a nos deixar afetar por ela, a discernir e a agir. Não se trata apenas de sentir compaixão pelo sofrimento alheio, mas de permitir que essa realidade nos mova a questionar o que podemos fazer.

A campanha surgiu justamente dessa perspectiva. A comunicação precisava se tornar uma ponte entre aqueles que precisavam de ajuda e aqueles que podiam oferecê-la; entre as obras da Província e as comunidades; entre a Colômbia e as Províncias da América Latina e do Caribe. A ativação do Protocolo de Resposta a Emergências da Cpal permitiu a coordenação da resposta do corpo apostólico regional, enquanto a Rede Claver facilitou a divulgação da iniciativa e de seus materiais em diferentes lugares. 

Dessa forma, Unidos por Colômbia começou a mostrar que não se tratava de uma ação isolada. Foi a soma de muitas respostas: escolas arrecadando alimentos, universidades colocando seus recursos a serviço da emergência, comunidades organizando pontos de coleta, indivíduos doando, equipes separando e transportando ajuda e voluntários encontrando maneiras de contribuir dentro de suas possibilidades.

Eu também vivenciei essa resposta vinda daquele lugar. Pude contribuir carregando um caminhão, ajudando a organizar doações, editando um vídeo para informar sobre um centro de coleta, compartilhando informações importantes e fazendo uma doação. Essas são pequenas ações comparadas à escala de uma emergência nacional, mas é justamente aí que encontro uma das chaves da nossa espiritualidade: colocar o que somos e o que temos a serviço de uma missão que nos transcende.

Uma caixa não reconstrói uma casa. Um vídeo não conserta um telhado. Uma doação individual não resolve uma emergência. Mas quando cada gesto encontra outros, a solidariedade começa a se tornar uma resposta. E esse movimento já tem números concretos. Entre 10 e 24 de agosto, a Unidos por Colômbia conseguiu arrecadar US$ 194.737.517, graças à solidariedade de mais de 510 doadores. Por trás desses números estão pessoas que decidiram compartilhar parte do que tinham para apoiar aqueles que enfrentam as consequências do terremoto. A campanha então começou a tornar visível algo fundamental: não apenas quanto havia sido arrecadado, mas o que estava tornando essa solidariedade possível.

A Rede Inaciana da Juventude também participou dessa mobilização. A partir do Centro Inaciano da Juventude, foi coordenado um ponto de coleta, envolvendo o Colégio Mayor de San Bartolomé, o Colégio San Bartolomé La Merced, o Colégio Santa Luísa, a Paróquia de San Javier, o Bloco Jesuíta de Bogotá e organizações parceiras. O primeiro caminhão possibilitou o transporte de quase 10 toneladas de ajuda. Posteriormente, houve novos esforços, novas contribuições e mais viagens a Buenaventura. Uma parte significativa dessa ajuda chegou por meio das Irmãs Apostólicas, que coordenaram sua distribuição com organizações sociais, conselhos de ação comunitária, paróquias, instituições de ensino e comunidades da região. Segundo seus cálculos, 1.300 famílias foram beneficiadas em diferentes bairros, distritos e comunidades de Buenaventura. A ajuda incluiu alimentos, mantimentos, produtos de limpeza, kits de higiene para bebês, colchões, suprimentos médicos e outros itens essenciais. O discernimento da RJI também levou a concentrar esforços em Buenaventura, um território onde laços já haviam sido construídos ao longo de anos por meio de Acampamentos Missionários e trabalho conjunto com as Apostolinas, o Serviço Jesuíta aos Refugiados, o Centro para o Perdão e a Reconciliação, e comunidades paroquiais. Essa presença prévia permitiu que eles entendessem que o acompanhamento não significa chegar apenas quando ocorre uma emergência, mas sim construir relacionamentos que tornem possível permanecer.

O terceiro carregamento de ajuda enviado a Buenaventura expressa precisamente esse desejo de ir além. Nesse dia, duas entregas foram feitas à comunidade indígena Wounaan Noman, um povo originário da costa do Pacífico colombiano-panamenha, especificamente das margens do Rio San Juan em Chocó, atualmente assentado nas reservas Join Garim Chao e Joindur, que foram visitadas durante esta missão. Lá, a ajuda arrecadada encontrou novamente rostos reais: famílias e comunidades que ainda enfrentam as consequências de uma emergência que começou com um terremoto, mas cujos efeitos persistem.

A resposta também começou a olhar além da ajuda imediata. Conversas com organizações como IMCA, TECHO para mi País, JRS e a Pontifícia Universidade Javeriana nos permitiram explorar caminhos relacionados à reconstrução de moradias e apoio psicossocial. É uma mudança de foco: de perguntar “O que podemos enviar?” para perguntar “Como podemos caminhar ao lado das comunidades?”.

Essa transição também marcou a evolução da campanha. Primeiro, foi necessário estar presente e transmitir calma. Depois, estender uma mão amiga e mobilizar recursos. Em seguida, construir redes, unir forças e dar visibilidade aos diversos projetos e indivíduos que respondiam. Mais tarde, expressar gratidão e mostrar que a solidariedade estava se transformando em ajuda concreta. Agora, inicia-se uma nova etapa: manter a esperança. Porque a solidariedade não termina quando as notícias desaparecem. A emergência pode diminuir na mídia, mas suas consequências permanecem nas áreas afetadas. Reconstruir uma casa, recuperar um projeto de vida ou apoiar uma comunidade exigem tempo, comprometimento e, acima de tudo, um compromisso com a solidariedade vivida.

Como parte do corpo apostólico, esta experiência me lembrou que a missão se constrói

em muitos lugares. Alguém doa; alguém consegue um caminhão; alguém separa alimentos; alguém comunica; alguém oferece seu conhecimento; uma comunidade abre suas portas; alguém dedica algumas horas para ajudar. Nem todos fazemos a mesma coisa, mas todos podemos contribuir com algo. Santo Inácio nos convida a buscar e encontrar Deus em todas as coisas. Nestas últimas semanas, essa busca também aconteceu entre caixas, caminhões, centros de coleta, mensagens, vídeos, doações, e conversas sobre como alcançar aqueles que mais precisam de ajuda. A esperança também pode estar presente ali.

Talvez seja isso, em última análise, o que a Unidos por Colômbia significa: entender que nenhum de nós pode reconstruir um território sozinho, mas que todos podemos contribuir com algo para tornar isso possível. Uma doação, uma caixa, uma profissão, um contato, um caminhão, uma oração, um vídeo ou simplesmente algumas mãos dispostas a ajudar.

A terra tremeu em 10 de agosto. Mas, desde então, algo mais também mudou: nossa capacidade de nos reunirmos, nos organizarmos e nos apoiarmos mutuamente. E enquanto a Colômbia continua a se reconstruir, o convite é para manter viva aquela pergunta inaciana que nos guia: O que posso fazer diante desta realidade? Porque a solidariedade não termina aqui.

Compartilhe

AnteriorAnteriorRJSA lança vídeo institucional que apresenta a sua missão no Brasil 

Últimas notícias

RJSA lança vídeo institucional que apresenta a sua missão no Brasil 

3º Congresso de Comunicação da CRB tem presença de jesuítas e leigos da Província do Brasil

Terremoto na Colômbia: Dor e solidariedade | Quando a terra se move, o coração também se move

Comentários

  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Quem Somos
  • Preferências Apostólicas
  • Serviço de Cuidado e Proteção
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Exercícios Espirituais
  • Seja um Jesuíta
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Política de Privacidade

Siga nossas redes sociais

Instagram Facebook Youtube

Jesuítas do Brasil © 2026 | Todos os direitos reservados